Mostrar mensagens com a etiqueta notícias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta notícias. Mostrar todas as mensagens

domingo, 27 de julho de 2014

Televisão pública assinala Centenário em grande

«Mais uma vez, a estação de serviço público assinala os momentos marcantes da história de Portugal e da Humanidade. No próximo dia 28, a RTP2 evoca o centenário da I Guerra Mundial com debates, documentários e concertos. Um canal com memória, ao lado dos momentos incontornáveis da história da Humanidade.(...)». RTP no centenário da I Grande Guerra - EXTRA! - RTP

domingo, 9 de março de 2014

Reaproximações e desmistificações. Associação de Setúbal promove aproximação à Alemanha em tempo de Centenário

Inscrições abertas - intercâmbio na Alemanha assinala centenário da I Guerra Mundial

No ano em que se começa a assinalar o centenário da Primeira Guerra Mundial, a associação cultural e juvenil Experimentáculo, de Setúbal, promove um intercâmbio sobre o assunto. Deste modo, «estão abertas inscrições para 10 jovens, dos 15 aos 30 anos, que gostem de história, queiram conhecer novas pessoas, descobrir uma cultura diferente e adquirir novas competências pessoais e profissionais».

O projeto vai decorrer entre 13 e 23 de Abril, na cidade alemã de Oldenburg e reunirá 45 jovens de Portugal, Alemanha e França. A participação custa 150 euros e «contempla a viagem, a estadia, a alimentação e todas as actividades previstas no programa: workshops, visitas, encontros, etc». As inscrições podem ser efectuadas através do email experimentaculo@gmail.com ou do telefone 964724671.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Holocausto equino

«Ao fim dos quatro anos da guerra que começou em 1914, o mundo contabilizava suas vítimas: 15 milhões de mortos e mais 20 milhões de feridos. Agora, no centenário da I Guerra Mundial, os pesquisadores voltam os olhos para as vítimas esquecidas do conflito. Além da carnificina humana, as batalhas que se espalharam pela Europa dizimaram cerca de 8 milhões de cavalos, a principal força animal usada na agricultura na época. A cada dois homens atingidos por tiros, bombas e gases letais, um cavalo morreu.(...)». Continua aqui: Cavalos: as vítimas esquecidas da I Guerra Mundial - Ciência - Notícia - VEJA.com

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Onde tudo começou. A Sérvia e as memórias no olho do furacão

Com um singelo telegrama, umas linhas telegráficas, declarou o Império Austro-Hungaro guerra à Sérvia em forma de ultimato impossível - e que o governo sérvio recusou. E assim, com esta aparente displicência, se deu o tiro de partida para uma das maiores tragédias da humanidade - em rigor, o segundo tiro de partida, já que o primeiro tinha sido dado pelo anarquista radical sérvio Gavrilo Princip, ao assassinar o herdeiro do trono dos Habsburgo, dinastia reinante em Viena. Seja como for, os sérvios também não esquecem e, tal como os alemães (e todos os envolvidos, de resto...), recusam ser o bode expiatório da guerra. Assim, entre outras iniciativas, Belgrado acaba de ser inaugurada a exposição "A Primeira Guerra Mundial nos documentos do Arquivo da Sérvia", onde se reflete a sua visão dos factos. Ler aqui: A guerra que começou com um telegrama - EXAME.com

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Call for papers da revista Nação e Defesa

«A Grande Guerra ou Primeira Guerra Mundial (1914-1918) é consequência de rivalidades cruzadas entre as principais potências, quer na Europa, quer no resto do mundo, de carácter variado (ideológico, político, económico, imperial).

Interessa compreender e analisar, de forma crítica e inovadora, a situação política e estratégica de Portugal, no dealbar do século XX e como esta influenciou a decisão de intervir na contenda mundial em curso entre 1914 e 1918.

Neste contexto, convidamos todos os interessados a submeterem um artigo que se enquadre no tema genérico “Portugal na Grande Guerra – a Posição de Portugal no Mundo”.

Os artigos deverão ser enviados até 7 de Julho de 2014 para idn.publicacoes@defesa.pt »

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A Rússia na véspera da Guerra

«Em 2014, a população russa comemora centésimo aniversário do início da Primeira Guerra Mundial. Como o país passou os primeiros sete meses do ano antes do começo das atividades militares? O historiador Lev Lurie responde a esta pergunta.(...).». Continua aqui A vida na Rússia antes da Primeira Guerra Mundial | Gazeta Russa

domingo, 16 de fevereiro de 2014

A Índia e a memória relutante das colónias. A I Guerra como conflito de impérios coloniais

Num dos anteriores posts, falámos (ainda que ao de leve) na Nova Zelândia. A I Guerra, sendo Mundial (sim, ainda há quem ache que não foi), envolveu tropas de países de todos os continentes, não só por via de um cenário intrincado de alianças entre nações soberanas, mas também porque a I Guerra foi sobretudo um conflito entre potências coloniais, que mobilizaram todas as suas possessões imperiais para o esforço de guerra. 

Soldados indianos na Batalha do Somme, em julho de 1916.
Foto da coleção do Imperial War Museums (fonte)
Isto significa, por exemplo, que a Grã Bretanha tenha recorrido a contingentes ultramarinos dos quatro cantos do seu Império: Nova Zelândia, Austrália, Canadá, África do Sul e, com grande destaque em termos de tropas e baixas, a Índia. Em muitos aspetos estes países eram já autónomos, mas de uma forma ou de outra pertenciam à esfera de influência britânica, que mantinha controle, por exemplo, das respetivas políticas externas. Ainda hoje se mantêm nessa esfera de influência, constituindo a espinha dorsal da Commonwealth. Mas, sendo colónias, a sua importância não pode ser subestimada.

O caráter "imperial" desta singular guerra fica também patente, naturalmente, no envolvimento das principais colónias africanas portuguesas, Moçambique e Angola. Estes territórios foram palco de muitas batalhas e escaramuças com as forças alemãs, que procuravam manter e expandir as suas possessões africanas, sobretudo o Tanganica e o Sudoeste Africano - sendo de referir que Portugal também não se fez rogado na tentativa de manter e expandir, abrindo hostilidades no norte de Moçambique, com uma incursão ao Tanganica. Do lado português, estima-se que combateram cerca de 12 mil soldados africanos indígenas*: «O contingente português atingiu números próximos dos 20000 homens, entre as forças desembarcadas e o recrutamento local, com um efectivo, grosso modo , de 12000 africanos (12) sem contabilizar os aproximadamente 90000 carregadores (13).» (fonte)

O caso da Índia é particularmente importante no quadro global da guerra, quanto mais não seja, pela escala das forças nativas utilizadas e pela dimensão das baixas. E neste caso, ao contrário dos africanos sob domínio português, que serviram o exército português nos seus territórios natais, as tropas indianas serviram em locais tão distantes e inóspitos como o Médio Oriente e a Turquia (sobretudo no célebre estreito de Dardanelos, palco da desastrosa Campanha de Galípoli) contra o Império Otomano, bem como no Egito, África Oriental e nas trincheiras geladas e lamacentas do Norte da Europa. No total, cerca de um milhão e trezentos mil indianos foram mobilizados para o esforço de guerra e as Forças Expedicionárias Índianas sofreriam 74187 baixas mortais, a que se somam mais de 69 mil feridos (a Wikipedia refere um número ligeiramente inferior de feridos).

E no entanto, sendo este um episódio marcante da sua História recente, os indianos parecem não querer falar muito acerca do tema. Tema que em círculos nacionalistas é até algo embaraçoso. Do que tenho percebido, de resto, é um traço comum às ex-colónias ultramarinas, sejam portuguesas, sejam inglesas ou francesas: à exceção das ex-colónias com população de origem europeia/branca - Nova Zelândia, Canadá ou Austrália, que celebram e estudam com grande solenidade a sua participação neste conflito - a I Guerra é regra geral uma memória reprimida. Dá a ideia de que, para africanos ou asiáticos, a I Guerra foi um assunto de brancos, para o qual foram arrastados sem honra nem vontade. A I Guerra está, assim, intimamente associada a um passado de subjugação colonial, que não atrai as novas gerações, muito menos os espíritos mais nacionalistas.

O caso da Índia será, desta forma, paradigmático, não andando muito longe, julgamos, do que se poderia dizer hoje em dia acerca de Angola ou Moçambique - numa breve pesquisa, não encontrei, nem num nem noutro país, qualquer menção ao centenário da Guerra ou a eventuais eventos que o recordem, ou sequer homenagens aos soldados africanos mortos no conflito, é o silêncio absoluto. Em relação à Índia, então, como é sublinhado no artigo do The Times of India abaixo linkado: «For a hundred years, the story of this force had been nearly forgotten — the narrative of World War I has so far been predominantly white. The Indian story had to be told because it rarely happens that one nation's war is fought by another's armies. But not only did Britain downplay the contribution of these men but India, too, chose to ignore them. In fact, the nationalist voices in free India actively disowned parts of this history.(...)».

E no entanto, as coisas parecem estar a mudar, pelo menos na Índia, que recomeça a interessar-se por este evento brutal da sua história, e começa a investigar e a organizar de forma séria os arquivos dessas datas. Sobretudo pela mão do Centre for Armed Forces Historical Research, em Nova Deli, ou por instituições inglesas como o Brighton Museum & Art Gallery.

Soldado moçambicano da I Guerra Mundial (fonte)
«Sadly, when the survivors returned home, no hero's welcome awaited them. India had given full military, political and economic support (the country had gifted 100 million pounds to fund the war) to Britain anticipating dominion status and home rule in return. But once the war ended, the British were in no hurry to appease India. So, the returning army seemed to Indians like the Empire's instrument of oppression. But now, there is hope that the Indian soldier will get his due place in history.»

No contexto do mundo lusófono, será então curioso perceber o que é que Angola e Moçambique estão fazer (ou não) relativamente à memória da sua participação na I Guerra Mundial, e tendo em conta o pesado balanço - «(...) Mas o teatro de guerra em África foi o mais mortífero para os portugueses - 4811 militares morreram em Moçambique. No rescaldo da Grande Guerra, entre mortos, feridos e desaparecidos "36% dos mobilizados foram baixas", sublinha o tenente-general Mário de Oliveira Cardoso.» (fonte). 

Muitas daquelas baixas foram certamente soldados e carregadores locais, que constituíam grande parte das forças sob comando português, sobretudo oriundas de Moçambique, formadas em Companhias Indígenas Expedicionárias que foram também enviadas para Angola, Timor e Índia. Em tempo de centenário, e apesar de constituir uma memória exógena (anterior à nacionalidade), será, em suma, que o soldado africano, espécie de "carne para canhão" esquecida, também merecerá o seu «due place in history?»...


World War I, the India story retold - Times Of India


*A este respeito há algumas discrepâncias entre fontes, sendo que de acordo com números da História da Primeira República Portuguesa, a I Guerra em África envolveu ao longo dos quatro anos, cerca de 30 mil efetivos portugueses, mais de 10 mil dos quais nativos africanos. 

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Assembleia da República celebra o Dia da Memória em Outubro

«A Assembleia da República vai ser o palco, no próximo mês de Outubro, do Dia da Memória - uma iniciativa que visa recolher documentos, objectos ou testemunhos da presença portuguesa na Primeira Guerra Mundial. Portugal junta-se assim a uma iniciativa que já se repetiu em vários países europeus, no ano em que se inicia a evocação do centenário do primeiro grande conflito do século xx - para o qual foram mobilizados mais de 100 mil portugueses.(...)». Continua aqui: Tem uma recordação da Grande Guerra? O parlamento quer registá-la - Pag 1 de 2 | iOnline

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

"A I Guerra Mundial seria hoje impossível na Europa" - Globo - DN

«Para compreender a Primeira Guerra Mundial é preciso entrecruzar três tempos: o tempo longo das rivalidades entre as grandes potências desde há muitas décadas na Europa, o tempo médio das tensões entre o início do século e 1914 (crise bosníaca, crises marroquinas, guerras nos Balcãs...) e a corrida às armas associadas àquelas e o tempo curto da crise do verão de 1914. É o conjunto destes três tempos que permite entender o conflito.(...)». Continua aqui: "A I Guerra Mundial seria hoje impossível na Europa" - Globo - DN

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

A Primeira Guerra Mundial. Uma conferência em Lisboa

«O que foi a Primeira Guerra Mundial, quais as suas causas e como foi vivida pelos milhões de pessoas que, diretamente nas trincheiras, ou na retaguarda foram afetadas, é o tema amanhã em discussão no Instituto Francês em Portugal, em Lisboa, a partir das 19.00. Participam o antigo ministro e professor Nuno Severiano Teixeira e o académico e investigador francês Nicolas Offenstadt. 

A iniciativa insere-se num programa mais vasto de iniciativas que visam assinalar os cem anos do início da Primeira Guerra Mundial (28 julho de 1914-11 de novembro de 1918) e traz a Lisboa um dos mais relevantes investigadores franceses do tema, Nicolas Offenstadt, que publicou recentemente "La Grande Guerra. Le Carnet du Centenaire".(...)». Continua aqui: Revisitar a Primeira Guerra Mundial - Globo - DN

domingo, 26 de janeiro de 2014

A I Guerra no Público. Um dossier imperdível

O jornal Público presenteia-nos, na edição de hoje, com um excelente dossier especial de oito páginas, sobre Portugal e a I Grande Guerra, de que daremos eco mais detalhado a seu tempo. Para já, vale a pena ler o artigo principal de Jorge Almeida Fernandes:

«Quando a Europa comemorou em 1994 os 80 anos da eclosão da Grande Guerra de 1914-18, fê-lo num estado de espírito muito particular — o da despedida do trágico século XX. Com o fim da União Soviética, encerrava-se uma era. A construção europeia acelerava-se e a UE preparava a integração do Leste, reunificando o Continente. Dominava a pax americana. Fukuyama publicava O Fim da História. Admitia-se uma “globalização feliz”. Apenas o regresso da palavra Sarajevo e a irrupção dos nacionalismos trazia alguma perturbação. Mas, sobretudo, tiravam-se as lições do “suicídio” de 1914 — um facto já muito distante. (...)». Continua aqui: Que podemos aprender hoje com a Europa de 1914? - PÚBLICO

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Lições do Passado. Alemanha debate o seu papel na I Grande Guerra

«Na Alemanha, o debate está sendo impulsionado especialmente por dois lançamentos literários monumentais: Der Grosse Krieg: Die Welt 1914-1918 (A Grande Guerra – O mundo em 1914-1918), de Herfried Münkler, e a tradução para o alemão de The sleepwalkers: How Europe went to war in 1914 (Os sonâmbulos: Como a Europa foi à guerra em 1914), do australiano Christopher Clark. 

Este último questiona o que desde a década de 60 é tido como consenso entre os historiadores alemães: que a culpa pelo início da Primeira Guerra Mundial foi da Alemanha. Na contramão dessa certeza, Clark descreve os eventos até a eclosão, em agosto de 1914, como "resultado de uma densa sequência de acontecimentos e decisões, num mundo entremeado de relações e conflitos múltiplos".(...)». Continua aqui: Cem anos depois, mídia internacional dá destaque à Primeira Guerra Mundial | Cultura e Estilo | DW.DE | 15.01.2014